quinta-feira, junho 26, 2008

terça-feira, junho 17, 2008

segunda-feira, junho 16, 2008

O sentido

Qual é a tua cena?
A tua cena é não ter cena
É não ser cena

Um reflexo vazio
de um espelho perdido
ou abandonado
num deserto vivo
apinhado
de gente voraz,
pedintes dos afectos
dos reflexos
que vagueiam vazios
pelo deserto

quinta-feira, junho 05, 2008

afastas-te
mas um sorriso permanece
e entranha-se
como a água se infiltra na areia
certa do regresso da onda

segunda-feira, junho 02, 2008

Às vezes fico assim, parado a olhar para as coisas até que percam significado. Reparo que não o perdem imediatamente. Passo demoradamente na estética e só depois se desprovêem totalmente dos juízos que pudessem ter. Curiosamente, há depois uma Nova Estética. Talvez maior.

domingo, abril 06, 2008

Corre na noite um ar frio que seca a lágrima
um ar negro sem cor que descansa o olhar

quarta-feira, março 05, 2008

















dois carris, um para ir, outro para vir. um para vir, outro para ir.
consoante o ponto, dos dois possíveis, em que se encontrava.

quarta-feira, janeiro 23, 2008














Today I went out for dinner but I didn't want to go alone. So here is a photo. I think it went pretty well. We got off really warm and comfy and you don't get that feeling all the time.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Ele não chora. Corre, a chuva pousa no pára-brisa e forma gotas que o vento escorre, como lágrimas. Ele não chora.

domingo, janeiro 06, 2008

Homenagem

Mecenas da periférica arte do olhar forte, fixo, aberto, seco.
Obrigadinho.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Pólis

Depois das obras veio uma rotunda nova, grande e com semáforos. Os Homens gostaram tanto da rotunda que passavam horas à sua volta, de carro, camuflados pelo trânsito.

domingo, dezembro 09, 2007

terça-feira, novembro 20, 2007

Não encontrei as palavras...














E também a pontuação do sobe-e-desce na transparência erótica-voyeur da celulose.

segunda-feira, novembro 19, 2007

|1/x|




A realidade derrete-se....finalmente

“Toda a amargura retardada da minha vida despe, aos meus olhos sem sensação, o traje da alegria natural de que usa nos acasos prolongados de todos os dias.”
Bernando Soares
Ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa