domingo, abril 06, 2008

Corre na noite um ar frio que seca a lágrima
um ar negro sem cor que descansa o olhar

quarta-feira, março 05, 2008

















dois carris, um para ir, outro para vir. um para vir, outro para ir.
consoante o ponto, dos dois possíveis, em que se encontrava.

quarta-feira, janeiro 23, 2008














Today I went out for dinner but I didn't want to go alone. So here is a photo. I think it went pretty well. We got off really warm and comfy and you don't get that feeling all the time.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Ele não chora. Corre, a chuva pousa no pára-brisa e forma gotas que o vento escorre, como lágrimas. Ele não chora.

domingo, janeiro 06, 2008

Homenagem

Mecenas da periférica arte do olhar forte, fixo, aberto, seco.
Obrigadinho.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Pólis

Depois das obras veio uma rotunda nova, grande e com semáforos. Os Homens gostaram tanto da rotunda que passavam horas à sua volta, de carro, camuflados pelo trânsito.

domingo, dezembro 09, 2007

terça-feira, novembro 20, 2007

Não encontrei as palavras...














E também a pontuação do sobe-e-desce na transparência erótica-voyeur da celulose.

segunda-feira, novembro 19, 2007

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A realidade derrete-se....finalmente

“Toda a amargura retardada da minha vida despe, aos meus olhos sem sensação, o traje da alegria natural de que usa nos acasos prolongados de todos os dias.”
Bernando Soares
Ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa

quinta-feira, novembro 15, 2007

Tremor

Por dentro um tremor
ribomba
enjoa, angustia
enregela e paralisa
tão próximo do vómito.
Por dentro um tremor
ressonância que atropela em fuga
e ecoa no vazio oco
nem silêncio nem bulício
tocam a implosão que mastiga
no vácuo que se cria
na poeira que assenta que seca
o olhar entupido
rasteiro, tropeçante
a palma da mão fria
fechada, suada, medrosa
a angústia céptica egocêntrica de um monte desabituado
desabitado pelo calor.

domingo, novembro 04, 2007

segunda-feira, outubro 15, 2007

domingo, setembro 16, 2007

A luz afasta-se e deixa-te só de olhos abertos no escuro onde te reencontras suspenso a meio caminho de flutuar ou de afundar.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Tanto um como outro

Lutas
Contigo
Pela sobrevivência
Pela aniquilação
Por onde caminhas
A direcção que tomas
Se correr se dançar
Por isso danças e corres
Contrarias-te
Anuis-te
Tanto um como outro
Como outro
Como outro
Como outro
Como outro
Como outro